terça-feira, 7 de abril de 2009
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
Ermo
Caminheiro rodeado e só
Caminhante acolitado, refugado ao mesmo tempo
Embaulando seus sentidos, solitário sentimento
Caminheiro acolitado, refugado abalamento
Sem abrir, sem lapidar o entresseio sem sabor, sem saber... Lá vai...
Lá se vai o caminheiro sem saber
Lá se vai juízo ermo sem querer
A saudade desconhecida do que nem sabe o que é. Lá se vai...
Caminhante acolitado, refugado ao mesmo tempo
Embaulando seus sentidos, solitário sentimento
Caminheiro acolitado, refugado abalamento
Sem abrir, sem lapidar o entresseio sem sabor, sem saber... Lá vai...
Lá se vai o caminheiro sem saber
Lá se vai juízo ermo sem querer
A saudade desconhecida do que nem sabe o que é. Lá se vai...
quinta-feira, 24 de julho de 2008
João Faria de Fialho, Vigário de Taubaté faz saber a vós de Repente
Eu sou padre João Faria Vigário de Taubaté
Foi Deus quem me enviou pregar para vocês
Sou de São Sebastião e natural da Ilha bela
Sou um instrumento dele e minha palavra não erra
Eu sou aquele que abita o esconderijo do altíssimo
Cai dez mil à minha direita e à minha esquerda cai mais cinco
Sei que nada me atinge porque o homem está comigo
Ele me assopra nos ouvido coisas que vêm do futuro
Meu passado e meu presente eu carrego bem seguro
Eu o sirvo com esmero e digo só o que ele quer
Acredita os esperto e os cabra de muita fé
Que são bravo e inteligente e não têm medo de nada
Nem da mata, nem dos bicho, nem mesmo da madrugada
Certa noite na paróquia vi uma figura auricolor
Dourado dos pés à cabeça e em seu ombro um condor
Um par de brinco em cada orelha e fivela na cintura
Em seus braços braceletes e ouro em pó na pisadura
Gargantilha de ouro e de ouro sua lança
Seu escudo cintilava o meu rosto por ventura
Esmaecido e sem sangue, era só uma brancura
Foi Deus quem me enviou pregar para vocês
Sou de São Sebastião e natural da Ilha bela
Sou um instrumento dele e minha palavra não erra
Eu sou aquele que abita o esconderijo do altíssimo

Cai dez mil à minha direita e à minha esquerda cai mais cinco
Sei que nada me atinge porque o homem está comigo
Ele me assopra nos ouvido coisas que vêm do futuro
Meu passado e meu presente eu carrego bem seguro
Eu o sirvo com esmero e digo só o que ele quer
Acredita os esperto e os cabra de muita fé
Que são bravo e inteligente e não têm medo de nada
Nem da mata, nem dos bicho, nem mesmo da madrugada
Certa noite na paróquia vi uma figura auricolor
Dourado dos pés à cabeça e em seu ombro um condor
Um par de brinco em cada orelha e fivela na cintura
Em seus braços braceletes e ouro em pó na pisadura
Gargantilha de ouro e de ouro sua lança
Seu escudo cintilava o meu rosto por ventura
Esmaecido e sem sangue, era só uma brancura
Eu de pronto dei um grito “crê em Deus pai, o poderoso”
Catei no peito o crucifixo e apontei pro abominoso
Claro que não era medo, sei que pai está comigo
Figura igual nunca tinha visto, fiquei um tanto ansioso
Então do céu veio um trovão
Que parou no seu escudo
E ouvi a voz do homem, parecia de veludo:
“Acabarás com a miséria, mas o caminho é doloroso
E encontrarás rios dourados”
Disse o homem auriginoso
Catei no peito o crucifixo e apontei pro abominoso
Claro que não era medo, sei que pai está comigo
Figura igual nunca tinha visto, fiquei um tanto ansioso
Então do céu veio um trovão
Que parou no seu escudo
E ouvi a voz do homem, parecia de veludo:
“Acabarás com a miséria, mas o caminho é doloroso
E encontrarás rios dourados”
Disse o homem auriginoso
Continuando seu recado
Falou em abdicação
Tormentas, pestes e peçonhas
A morte à disposição
Esse é o caminho do El Dourado
A descoberta desse século
“Se apronte e pegue a trilha
Siga rumo ao sertão.”
Falou em abdicação
Tormentas, pestes e peçonhas
A morte à disposição
Esse é o caminho do El Dourado
A descoberta desse século
“Se apronte e pegue a trilha
Siga rumo ao sertão.”
Você com o semblante horrorizado
A minha palavra não erra
O El dourado é verdadeiro
E meu discurso aqui se encerra
Tenho amor pela igreja
E por ela sigo avante
Eu de nada tenho medo
Sou o padre BANDEIRANTE
domingo, 20 de julho de 2008
Fantástico
Exclusivo! (A frase da noite)
Ações violentas da polícia
Ações desastradas da polícia
Ação da polícia
Ele, a mulher e cinco crianças
Atuação deles
A vida na linha de tiro
Fogo cruzado
Escolta 24 horas
A vida por trás desse número
Duas chacinas
e o Flamengo, líder do brasileirão, perde mais uma
Futebol
Bola cheia
Ações violentas da polícia
Ações desastradas da polícia
Ação da polícia
Ele, a mulher e cinco crianças
Atuação deles
A vida na linha de tiro
Fogo cruzado
Escolta 24 horas
A vida por trás desse número
Duas chacinas
e o Flamengo, líder do brasileirão, perde mais uma
Futebol
Bola cheia
Bola murcha
Dois brasileiros no pódio
O alemão se safou dessa
Show de bola e horror
Reconstituição de 24 de março
Hahahaha! Eles nunca compraram jornal de R$ 0,25
Dois brasileiros no pódio
O alemão se safou dessa
Show de bola e horror
Reconstituição de 24 de março
Hahahaha! Eles nunca compraram jornal de R$ 0,25
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Mulher RemotaEsta mulher cabe em minhas mãos. É branca e ruiva, e em minhas mãos a levaria como uma cesta de magnólias. Esta mulher cabe em meus olhos. Envolvem-na os meus olhares que nada vêem quando a envolvem. Esta mulher cabe em meus desejos. Desnuda está sob a anelante labareda da minha vida e o meu desejo queima-a como uma brasa. Porém, mulher remota, minhas mãos, meus olhos e meus desejos, guardam inteira para ti a sua carícia, porque só tu, mulher remota, só tu cabes em meu coração.
[Pablo Neruda]
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